quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Lira Romântica



Autor: José Luiz da Luz

126 páginas

Contato com o autor: joseluizdaluz@yahoo.com.br

2 comentários:

  1. Irremediável


    estou
    em
    plena
    in/
    atividade

    e
    meu
    Silêncio
    dói
    tanto

    como se
    fosse
    ( mas não
    é
    ainda )

    um
    Ferimento.


    wilson guanais
    um forte abraço à todos.

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  2. Leitores.
    Eis minha Lira!... Minha Lira Romântica.
    Não escrevo puramente pelo contexto da beleza, não escrevo levianamente. Primeiro sinto no espírito, depois transcrevo. Poesia composta sem sentimento é uma semente oca, uma flor sem perfume, um galho vergado sem seiva e sem frutos.
    A poesia é um fluido íntimo de nossa alma com tudo que nos comove, as cavernas mais íntimas, entre a beleza, a dor e o mistério. Vê se no riso amargo daquele desnutrido, se no afogo dos mártires, se nos lábios lascivos não há poesia, como no cintilar desvairado dos raios. As dores do espírito corroem mais do que àquelas da carne.
    Muitas vezes rolaram risos, ou rolaram lágrimas em minha face, compondo ou lendo minha própria criação.

    Escrever é o alimento que sacia ou que anestesia as dores da minha alma, é como o sol, a água, que nutre o corpo físico.

    Minhas mãos se desvaria nos sentimentos e emoções da alma, se não o fora eu deixaria correr morno meu sangue. Romeu fugiria de Julieta, odiaria Desdêmona, açoitaria Quasímodo, viria a ser a minha própria vítima.

    Em minha obra há muitos mistérios da minha alma. Alma que lembra das vivências, ouve as harmonias do universo, vê o imaterial, pressente o intocável. Afinal, o poeta é um ser humano que escuta a própria alma, que encerra em si toda atividade existencial dos planos, que ama, que sente, que pensa ... No afogo das ilusões materiais, a alma é a única coisa que existe.

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